Corinthians é prejudicado pelo apito, joga muita bola, mas cede empate no fim

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Brasileiro 2018

Corinthians é prejudicado pelo apito, joga muita bola, mas cede empate no fim

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Ralf é abraçado pelos companheiros depois de marcar golaço na Arena Corinthians

Ralf é abraçado pelos companheiros depois de marcar golaço na Arena Corinthians

Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Um clássico disputado com a alma corinthiana. Dá para resumir assim o histórico empate entre Timão e São Paulo, na tarde deste sábado, na Arena, em Itaquera. Severamente prejudicado pela arbitragem, a equipe alvinegra ficou no 1 a 1 com o rival do Morumbi. O Majestoso foi válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O volante Ralf marcou o único gol do Corinthians. Aos 26 minutos do segundo tempo, acertou belo arremate de fora da área, sem chances de defesa para o goleiro Jean. Recompensa a um time que, mesmo com um jogador a menos (Araos fora expulso pouco antes do intervalo), jogava bom futebol e buscava o gol a todo o momento.

As lambanças

Rodolpho Toski Marques e seus demais companheiros de arbitragem tiveram uma tarde para esquecer. O juiz não viu gol legítimo marcado pelo meia Danilo, mesmo com Jean, arqueiro são-paulino, inteiramente atrás da meta. Imagens da transmissão de TV comprovaram que a bola cruzou a linha do gol por completo.

Toski Marques também não viu pênalti de Bruno Peres sobre Romero. O atacante foi claramente empurrado pelo defensor dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir.

As escalações

Para o último clássico de 2018, Jair Ventura teve o reforço de Jadson, recuperado de edema na panturrilha esquerda. O volante Douglas, por outro lado, que era dúvida em razão de incômodo na coxa esquerda, foi cortado até do banco de reservas.

Assim, a escalação corinthiana teve Cássio (capitão); Fagner, Léo Santos, Henrique e Carlos Augusto; Ralf e Araos; Romero, Jadson e Pedrinho; Danilo.

Escalação - Corinthians x São Paulo

Escalação - Corinthians x São Paulo

Meu Timão

O São Paulo, comandado pelo uruguaio Diego Aguirre, era formado por Jean; Anderson Martins, Arboleda e Bruno Alves; Bruno Peres, Hudson, Liziero, Jucilei e Reinaldo; Gonzalo Carneiro e Diego Souza.

Anote aí!

Com o empate, o Corinthians vai a 40 pontos e sobe uma colocação, para a 11ª. Jair & cia. voltam a campo na quarta-feira, contra o Cruzeiro, às 21h45, no Mineirão, novamente pelo Brasileiro.

O clássico

Já nos primeiros minutos de bola rolando era possível notar que o Corinthians, ao contrário do esperado, não jogava distribuído no esquema tático usual, o 4-2-3-1. Com a bola, a equipe de Jair Ventura trabalhava num 4-1-4-1, com Araos (escalado na vaga de Douglas) compondo a segunda linha de meio de campo. Já sem a bola, o time se fechava em duas linhas de quatro e liberava Danilo e Jadson, corinthianos mais à frente.

Sobrou vontade nos primeiros 20 minutos. O Timão, empurrado pela Fiel, apresentou ligeira melhora na transição, já que Araos não tinha obrigação de permanecer ao lado de Ralf – como têm Gabriel e Douglas. O meia chileno chegou a levar carrinho por trás de Diego Souza, que não recebeu sequer cartão amarelo. Jair Ventura, irritado, esbravejou contra o árbitro Rodolpho Toski Marques.

Só que o bom futebol alvinegro seria ofuscado por lances inerentes à arbitragem. Aos 34 minutos, após cobrança de falta de Jadson em direção à área, Danilo ficou com a sobra e finalizou de perna esquerda. O goleiro Jean, completamente atrás da linha do gol, fez a defesa e afastou. Nenhum integrante da equipe de arbitragem notou que a bola havia ultrapassado por completo a meta. Corinthians prejudicado na Arena.

Para piorar, Araos, um dos melhores do jogo, perdeu a cabeça mais uma vez. Já nos acréscimos, o jovem chileno desferiu o braço no rosto de Reinaldo e levou cartão amarelo. Como já havia tomado outro, recebeu o consequente vermelho e deixou o Timão com um atleta a menos antes mesmo do início do segundo tempo.

Um segundo lance também marcou os primeiros 45 minutos do Majestoso – não tão visível quanto o gol legítimo e não validado de Danilo, mas igualmente importante. Romero foi derrubado dentro da área por Bruno Peres, o que, segundo o regulamento, qualifica pênalti. Mas o juiz, em uma tarde para esquecer, não assinalou o penal...

Ao Corinthians, caberia remar. E remar. E jogar no limite. Em bom português, pensar em vitória àquela altura parecia impossível. E ainda assim, diante de todas essas circunstâncias, a Fiel fazia sua parte nas arquibancadas da Arena! “Vamos, vamos Corinthians! Esse jogo teremos que ganhar!”, cantavam os mais de 40 mil presentes em Itaquera.

Jair Ventura mexeu na equipe já no intervalo. Sacou Danilo, que fizera boa primeira etapa, para a entrada de Thiaguinho. A ideia do treinador era fechar o meio de campo e deixar Ángel Romero como atleta mais avançado.

O São Paulo partiu para cima no período complementar. E cedeu contra-ataques. A equipe de Aguirre dava impressão de que não sabia o que fazer quando tinha a posse de bola. Melhor para o Corinthians de Jair, que se doava em campo e foi recompensado com um golaço daquele que tinha a responsabilidade de proteger a defesa.

Aos 26 minutos, após cruzamento de trivela de Thiaguinho, Pedrinho só ajeitou para Ralf, que vinha de fora. O volante chutou firme, rasteiro, e colocou os donos da casa à frente do placar mesmo com dez jogadores.

Pouco depois, contudo, veio o balde d'água fria. Brenner se aproveitou de bola dentro da área e deixou tudo igual na Arena Corinthians, decretando o 1 a 1.

Veja mais em: Majestoso, Crônica, Arena Corinthians, Ángelo Araos e Jair Ventura.

Quem Atuou

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