Duílio se aproxima de marca que credenciou últimos presidentes do Corinthians

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Duílio Monteiro Alves está prestes a iniciar terceiro ano seguido como diretor de futebol corinthiano

Duílio Monteiro Alves está prestes a iniciar terceiro ano seguido como diretor de futebol corinthiano

Danilo Fernandes/ Meu Timão

A temporada de 2019 chegou ao fim e, já de olho em 2020, o Corinthians se movimenta nos bastidores principalmente em busca de reforços. Nessa época, é natural ganhar destaque as declarações daquele que é o principal responsável pelas contratações: o diretor de futebol Duílio Monteiro Alves, prestes a iniciar seu terceiro ano consecutivo à frente do cargo que tem se mostrado historicamente a mais importante alavanca política no Timão.

Com exceção de Andrés Sanchez, líder do grupo Renovação & Transparência e hoje em seu terceiro mandato desde que a chapa assumiu o comando do clube em 2008, os demais presidentes ao longo dos últimos 12 anos foram credenciados por passagens duradouras como diretores de futebol: são eles Mário Gobbi Filho e Roberto de Andrade.

Pois é nesse caminho que ruma o atual homem-forte alvinegro. Escolhido como diretor de futebol por Andrés Sanchez em fevereiro de 2018, quando este último venceu a eleição presidencial, Duílio já tem mais tempo ininterrupto no cargo do que seus quatro mais recentes antecessores: Flávio Adauto, Edu Ferreira, Sérgio Janikian e Ronaldo Ximenes.

A tendência é ir além. Duílio é visto por Andrés Sanchez como braço-direito não só pela importância que tem na condução de negociações mas também pela facilidade em se comunicar com a imprensa. É uma pessoa de confiança no Corinthians. Recentemente, apaziguou nos bastidores o racha entre o presidente e o então coordenador Emerson Sheik.

Assim, não deve ter problemas para se manter como diretor ao longo de 2020. Nesse cenário, Duílio igualaria marca que credenciou Mário Gobbi Filho e Roberto de Andrade à presidência do Corinthians. Eles foram os únicos diretores de futebol do clube a ficar três anos no cargo – antes de assumirem o poder com apoio do manda-chuva Andrés Sanchez.

"Meu avô tinha a vontade de ser presidente, foi candidato duas vezes e não ganhou. Meu pai tentou uma vez e também não conseguiu. É uma coisa de família, eu tenho essa vontade, esse sonho, mas não sei se será agora ou no futuro", disse Duílio numa entrevista ao portal Globoesporte.com, publicada no último mês de agosto.

Duílio é filho e neto, respectivamente, de Orlando e Adilson Monteiro Alves. Ambos também tiveram cargos de destaque no futebol alvinegro, no século passado – e sonharam em presidir o clube. O próprio Duílio, durante o mandato de Gobbi, já havia sido diretor-adjunto, sendo por vezes até mais ativo do que o então diretor Roberto de Andrade ao longo das vitoriosas campanhas de 2011 (Brasileiro), 12 (Libertadores e Mundial) e 13 (Paulista e Recopa). A "carreira política" no Corinthians é ascendente. E o próximo passo tende a ser a presidência – ele é hoje o favorito a ser lançado como candidato da situação no próximo pleito corinthiano.

Os diretores de futebol do Corinthians na gestão Renovação & Transparência

Mario Gobbi Filho (2008-10)

Conduziu, como braço-direito de Andrés Sanchez, a reestruturação do Corinthians pós queda à Série B. Além da montagem do elenco campeão do Paulista e da Copa do Brasil de 2009, participou diretamente da elaboração do novo (e atual) estatuto do clube.

Roberto de Andrade (2011-13)

Deixou o cargo no fim de 2013 declarando "sem falsa modéstia" ter "profundo orgulho em ser uma peça importante nas conquistas do Brasileiro/2011; Libertadores/2012; Mundial/2012; Paulista/2013; Recopa/2013". Ele tinha Duílio Monteiro Alves como diretor-adjunto.

Ronaldo Ximenes (2014)

Foi escolhido por Gobbi para conduzir a reestruturação do elenco de Mano Menezes e, de fato, conseguiu contratar peças que se mostrariam importantes anos depois, como Fagner, Elias, Jadson e Ángel Romero. Ficou marcado por se afastar do cargo gradativamente.

Sérgio Janikian (2015)

Foi o diretor de futebol de passagem mais curta na história recente do Corinthians. Ganhou repercussão negativa ao falar que o Guaraní-PAR como adversário na Libertadores seria um "presente de Deus". Assim como o Timão nas oitavas de final, ele caiu pouco tempo depois.

Edu Ferreira (2015-16)

Então diretor-adjunto, acabou informalmente assumindo a função de diretor com a saída de Janikian. Bem como o presidente Roberto de Andrade, foi constante alvo de protestos da torcida principalmente em 2016. Se tornou o segundo diretor a cair na gestão de Andrade.

Flávio Adauto (2016-17)

Mais falastrão em frente aos microfones do que de fato articulador nos bastidores, Flávio Adauto foi mais um "tampão" para o reta final do mandato de Roberto de Andrade do que uma possível solução para a ausência de um nome forte na diretoria de futebol.

Duílio (2018-20)

Credenciado pelo histórico familiar e principalmente pela boa atuação como diretor-adjunto no período de presidência de Gobbi, Duílio ficou marcado na chapa Renovação & Transparência pelo trabalho vitorioso dos títulos do Brasileiro-11, da Libertadores-12, do Mundial-12, do Paulista-13 e da Recopa-13. Assim foi escolhido por Andrés Sanchez como diretor de futebol e tem agradado interna e externamente ao menos durante esses dois primeiros anos.

Veja mais em: Duílio Monteiro Alves, Andrés Sanchez, Diretoria do Corinthians e Eleições no Corinthians.

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