Em defesa à Arena, Citadini lembra crime fiscal de Andrés: 'Arrebentou com as finanças'

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Por Meu Timão

Antonio Roque Citadini é candidato da oposição à presidência do Timão

Antonio Roque Citadini é candidato da oposição à presidência do Timão

Larissa Lima/Meu Timão

Há quem defenda que o atual cenário econômico do Corinthians – dívida superior a R$ 475 milhões segundo último balancete divulgado – seja consequência da construção da Arena. Antonio Roque Citadini, um dos quatro candidatos à presidência do clube em 2018, discorda. Para ele, o rombo corinthiano possui relação direta com a gestão de Andrés Sanchez, que esteve na cadeira de presidente do Timão entre 2007 e 2011, também candidato ao próximo pleito.

De acordo com Citadini, o fato de Andrés, Raul Corrêa da Silva (ex-diretor financeiro), André Luiz de Oliveira (o André Negão, atual vice-presidente do Corinthians) e Roberto de Andrade (presidente) terem sonegado ao menos R$ 94 milhões em impostos foi o pontapé inicial do crítico cenário financeiro no qual o Timão está inserido.

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“Estamos sem dinheiro, o clube está apertado. Mas se não tivéssemos construído a Arena, era a mesma coisa, porque os problemas não são da Arena. São porque o Corinthians deu um tropeço que arrebentou com as finanças do clube há alguns anos, quando recolheu impostos e não repassou para a Receita”, declarou Citadini em entrevista à Rádio Bandeirantes.

“Aí houve uma inspeção da Receita lá, colocaram uma multa cavalar no Corinthians. Entraram com ação, pediram prisão de cinco dirigentes (na verdade, quatro), e o Corinthians acabou tendo de fazer uma loucura, arrebentou com suas finanças. O presidente era o (Mário) Gobbi, que é vítima, porque o processo foi todo do Andrés (Sanchez)”.

Em agosto de 2014, o Ministério Público Federal denunciou o quarteto corinthiano à Justiça Federal. Os mandatários foram enquadrados no artigo 2º da lei contra crimes tributários. Caso fossem condenados, os réus poderiam receber pena de seis meses a dois anos de prisão.

O débito junto à Receita – R$ 94 milhões com juros e correção monetária – estava ligado ao pagamento de funcionários, prestadores de serviço e empresas terceirizadas. Na época, o clube realizou um acordo para parcelar o total da dívida, desembolsando R$ 15 milhões à vista. O restante seria quitado em até 15 anos, com prestações mensais de R$ 450 mil.

“E o que o Corinthians fez? Correu para a Nike (fornecedora do material esportivo), refez o contrato até 2025, correu para a Globo, adiantou cota, correu para a CBF, arrebentou as finanças... E até hoje você não sabe o tamanho dessas ações, porque tem outras”, lamentou o candidato.

“Então, nossa dificuldade não começou com o estádio. Começou com aquela loucura de 2007, que os caras passaram a falar: ‘ah, era dinheiro que não era recolhido antes’. Isso não é verdade, o Corinthians sempre recolheu. Isso esculhambou as finanças. E por isso hoje você entende por que o Mário (Gobbi) ficou tão bravo, porque teve de correr para os dirigentes não irem presos.

Veja mais em: Andrés Sanchez, Roberto de Andrade, Parque São Jorge, Presidentes e Diretoria do Corinthians.

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