Cazares entra para categoria que vai de Baltazar a Pedrinho: veja outros camisas 10 do Corinthians

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Por Tomás Rosolino e Rodrigo Vessoni

Cazares herdará o número que passou por muitos craques corinthianos

Cazares herdará o número que passou por muitos craques corinthianos

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

O meia equatoriano Juan Cazares foi apresentado no Corinthians e vai usar a camisa 10 do clube, vaga desde a saída do meia Pedrinho para o Benfica. O Meu Timão traz para você o registro de alguns camisas 10 da história alvinegra, que vão desde o lendário Baltazar até Jadson, passando por outros craques.

Vale lembrar que a numeração foi instituída no Brasil a partir de 1947 e a primeira Copa do Mundo em que os números foram usados nas costas foi a de 1950. Por isso o primeiro é justamente o Cabecinha de Ouro. Veja abaixo uma linha do tempo dos 10s.

Observação: vale lembrar que, em alguns períodos da história, o Timão não teve um dono fixo da 10, que rodava entre vários atletas. Foi assim após a saída de Rivellino, no final da década de 70, e entre a saída de Zenon e a chegada de Neto, na década de 80.

Baltazar - 1945/57 - 269 gols em 404 jogos

O Cabecinha de Ouro foi um dos grandes centroavantes da história alvinegra, sendo titular do Brasil nas Copas de 1950 e 1954. Usou a camisa 10 ininterruptamente, quando passou a dividi-la com o meia Rafael.

Rafael - 1953/63 - 110 gols e 25 assistências* em 452 jogos

Rafael foi meia que chegou para ajudar o já multicampeão time de Claudio, Baltazar, Luizinho, Gylmar e Roberto Belangero, mas não teve tanto sucesso quanto esses. Suas assistências estão contabilizadas apenas desde 1958, quando foi possível registrá-las no levantamento do Meu Timão.

Rivelino - 1965/74 - 144 gols e 120 assistências em 474 jogos

O Reizinho do Parque dispensa apresentações. Sua condição de camisa 10 era tão marcante que foi relembrada na Seleção de 1970, tricampeã do mundo. Na ocasião, o técnico Zagallo usou cinco camisas 10 em seus respectivos clubes no time titular, organizando talvez o melhor time da história do esporte. Riva era um deles, ao lado de Gérson, Tostão, Pelé e Jairzinho.

Zenon - 1981/86 - 60 gols e 49 assistências em 304 jogos

Peça que faltava para a Democracia Corinthiana brigar por títulos nacionais e manter o sucesso estadual, Zenon foi o maestro do time que tinha Wladimir, Biro-Biro, Sócrates e Casagrande.

Neto - 1989/93 e 96/97 - 80 gols e 34 assistências em 228 jogos

O Craque, como ele mesmo gosta de ser chamado, comandou o Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990 e foi uma referência de um clube que estendia seu tamanho além torcida e do impacto social.

Souza - 1994/98 - 31 gols e 34 assistências em 209 jogos

Contratado em 1994, o meia canhoto foi companheiro de Marcelinho na armação e teve participação importante nos títulos de 1995 e 1997, sendo convocado para a Seleção Brasileira algumas vezes. Deixou o Timão após o vice no Paulista de 98, dando lugar a Ricardinho no elenco, mas não no número.

Edílson - 1997/2000 - 55 gols e 34 assistências em 164 jogos

O atacante foi um dos últimos reforços contratados pelo Banco Excel, patrocinador do Timão, e tornou-se um dos grandes da história alvinegra. Para além dos títulos, gols, assistências e poder de decisão, ficou marcado o seu deboche na final do Paulista de 1999, quando protagonizou as "embaixadinhas" diante do Palmeiras.

Gil - 2000/2005 - 57 gols e 43 assistências em 263 jogos

Ponta esquerda/segundo atacante, Gil foi a grande figura do Terrão no começo do século. Até hoje é um dos artilheiros e um dos que mais passes para gol deu desde 2001. Ganhou vários títulos e chegou à Seleção Brasileira. Só perdeu a condição justamente com a chegada de Tevez.

Tevez - 2005/2006 - 46 gols e 16 assistências em 78 jogos

O argentino, até hoje a contratação mais cara da história do clube, marcou uma nova era dos camisas 10 corinthianos: a da numeração fixa. Na tentativa de impulsionar a venda de camisas e de marcar território em algo que já era padrão na Europa, o Timão estabeleceu Carlitos como o dono desse número em qualquer competição.

Amoroso - 2006/2007 - 4 gols e 5 assistências em 23 jogos

Contratado como resposta da MSI às saídas de Mascherano e Tevez, Amoroso não teve nem de perto o desempenho obtido pelo São Paulo, no ano anterior. Poucos gols e poucas assistências e uma saída discreta após o Paulista de 2007, reclamando dos protestos da torcida.

Willian - 2007 - 2 gols e 9 assistências em 41 jogos

Formado nas categorias de base, Willian teve um início impressionante no Corinthians. Em um dos piores times da história do clube, chegou a liderar o Timão para a primeira posição do Brasileiro daquele ano. Sua venda, porém, deixou o time em maus lençóis, finalizados com o rebaixamento à Série B.

Ailton - 2007 - 4 assistências em 7 jogos

Contratado após jogar anos no México, ele chegou para substituir Willian e com a fama de ser bom na bola parada. Até deu alguns passes para gol dessa forma, mas não é bem visto por nenhum corinthiano pelos sete jogos que fez. No mais marcante, cometeu pênalti diante do Náutico, fora de casa, na reta final do Brasileiro.

Acosta - 2008 - 9 gols e 2 assistências em 39 jogos

O uruguaio foi muito disputado após fazer bom ano pelo Náutico e acabou tornando-se um trunfo de grandeza do Timão, que ganhou sua preferência em relação ao então soberano São Paulo. Em campo, porém, pouco fez, virando reserva da dupla Herrera e Dentinho na disputa da Copa do Brasil e da Série B.

Douglas - 2008/2009 - 12 gols e 16 assistências em 71 jogos

Contratado após o Paulista de 2008, o meia chegou para ser o Maestro da equipe e fez história na temporada em que formou o meio-campo ao lado de Cristian e Elias. Saiu no meio de 2009 com os títulos da Série B, do Paulista e da Copa do Brasil, voltando depois.

Defederico - 2009/2010 - 3 gols e 4 assistências em 40 jogos

O jovem foi contratado pelo Timão para substituir Douglas e chegava com a fama de ter feito bom Campeonato Argentino pelo Huracán. Mesmo com várias oportunidades, porém, e recebendo a 10 para ganhar moral, ele não conseguiu chegar perto desse desempenho no Parque São Jorge.

Danilo - 2010 - 1 gol e 4 assistências em 27 jogos

O meia Danilo, das grandes figuras da década no Corinthians, utilizou a 10 no seu primeiro semestre pelo clube. O número, porém, não deu muita sorte: apenas um gol, quatro assistências e muitas contestações da torcida, impaciente com o seu estilo. Difícil de imaginar, mas isso aconteceu, e mudou totalmente quando ele passou a usar a 20.

Bruno César - 2010/2011 - 16 gols e 12 assistências em 53 jogos

Contratado após ser vice do Paulista pelo Santo André, teve números muito bons no Brasileiro de 2010, mas acabou caindo de rendimento no fim do torneio, como todo o elenco. Ainda jogou o Paulista de 2011, ficando como vice, mas acabou vendido pouco depois.

Adriano - 2011/2012 - 2 gols em 8 jogos

O Imperador ganhou o moral de usar a 10 no período em que defendeu o Timão, mas pouco fez com o número. Em campo, ao menos pode dizer que anotou um importante gol sobre o Atlético-MG, fundamental na conquista do Brasileiro de 2011. Ao sair do clube no começo da Libertadores, viu a 10 ficar com o zagueiro Marquinhos. O defensor, porém, nunca entrou em campo com ela.

Douglas - 2012/2014 - 9 gols e 15 assistências em 107 jogos

Douglas retornou em 2012 após boa passagem pelo Grêmio e, mesmo já com uma idade mais avançada, foi importante nas conquistas do Mundial, do Paulista e da Recopa.

Jadson - 2014/2015 - 24 gols e 39 assistências em 103 jogos

Trocado por Pato, Jadson assumiu a 10 por causa da saída de Douglas e logo provou seu valor com o número. Liderou o Timão em assistências nas duas temporadas, além de dividir a artilharia com Vagner Love em 2015.

Guilherme - 2016/17 - 8 gols e 6 assistências em 50 jogos

Guilherme chegou para substituir Jadson em campo e tentar preencher o vazio deixado pelo "desmanche" do elenco campeão em 2015. Apesar de alguns bons jogos, nunca se mostrou confiável o bastante dentro de campo, perdendo totalmente seu espaço com a efetivação de Fábio Carille.

Jadson - 2017/18/19 - 26 gols e 24 assistências em 142 jogos

O camisa 10 voltou como 77 no Paulista de 2017, mas logo reassumiu o número com a negociação de Guilherme. Ostentou a 10 nos títulos do Brasileiro de 2017 e dos Paulistas de 2018 e 2019, além de comandar uma campanha para o vice da Copa do Brasil de 2018. Um dos grandes da história recente alvinegra.

Pedrinho- 2020 - 4 jogos

Pedrinho foi programado para ficar com a 10 em 2020, na tentativa de encerrar com chave de ouro sua passagem pelo clube antes de ir para o Benfica. Com o número, porém, pouco produziu, sendo expulso diante do Guaraní-PAR na Libertadores da América.

E mais: quando Cazares estreará pelo Corinthians?

Veja mais em: História do Corinthians e Cazares.

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