O Cinto do Neco

O Cinto do Neco
Charge de Pedro de Kastro sobre o 'Episódio da Cinta'

A história dos ídolos do Corinthians começou com Manoel Nunes, o Neco. Ele foi o jogador que atuou por mais tempo pelo clube, somando 17 anos no período de 1913 a 1930, com 297 partidas e 243 gols no currículo. Aos 15 anos, ele já fazia parte do terceiro quadro do Timão. O atleta foi o primeiro a doar uma bola de futebol para a equipe alvinegra, comprada com o dinheiro que ele recebia por seus trabalhos como marceneiro.

O primeiro ídolo e a rivalidade do Dérbi

O primeiro ídolo do Corinthians teve sorte. A maioria dos jogadores de sua época foram esquecidos. Neco conquistou um legado diferente e, inclusive, ganhou uma estátua no Parque São Jorge e virou nome de rua. Ele também foi o personagem de uma biografia. Trata-se da obra Neco: O Primeiro Ídolo, escrita por Antonio Roque Citadini. Além disso, foi um dos nomes mais lembrados nas comemorações do centenário alvinegro.

Os jogos entre Corinthians e Palmeiras, que na época ainda era chamado de Palestra Itália, eram marcados pelas confusões que rolavam dentro de campo. Foi daí que surgiu a rivalidade entre os dois times, considerada como uma das maiores do Brasil.

Neco foi o primeiro ídolo do Corinthians

Polêmicas com o cinto

Em um desses duelos, no dia 5 de dezembro de 1920, o Timão estava vencendo por 2 a 1, quando Neco se chocou com um adversário. Os dois, irritados, começaram a discutir e o corinthiano clamou pela marcação da falta. Naquele período, os jogadores usavam cintos nos calções para que suas roupas não caíssem nas disputas. Com os ânimos alterados, Neco teria arrancado o objeto e feito ameaças ao juiz, gesticulando com o cinto em mãos. 

Depois do acontecimento inusitado, passou a ser comum ouvir a torcida gritando: "Tira a cinta, tira a cinta". As palavras de ordem eram proclamadas sempre que acontecia algo que não era do agrado da Fiel. Num outro confronto, em 1928, contra a Portuguesa, um episódio parecido aconteceu no Parque São Jorge. Após o juiz confirmar um gol duvidoso do Corinthians, os dirigentes adversários ficaram revoltados e invadiram o campo. Neco ameaçou tirar o cinto, mais uma vez, e acertar todos, dizem que sobrou até para o juiz.

Uniforme antigo do Corinthians

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