O Mosqueteiro Corinthiano

O Mosqueteiro Corinthiano
O primeiro mosqueteiro do Corinthians, atribuído à Thomaz Mazzoni, o jornalista que criou a alcunha

 Existem duas versões para o Mosqueteiro Corinthiano. Sinônimo de fibra, garra e valentia, o mascote caiu como uma luva para o grande time do Parque São Jorge. O Corinthians, que já nasceu lutando contra as dificuldades dos operários em jogar futebol, tinha tudo para ser um time guerreiro.

A primeira versão começa em 1913 quando a elite do futebol paulista criou a APEA – Associação Paulista de Esportes Atléticos. A maioria dos clubes se transferiu para esta entidade, desfalcando a Liga Paulista que ficou com apenas três times: o Americano, O Germania e o Internacional. Esses clubes ganharam a fama de os três mosqueteiros, por resistirem e continuarem na Liga. É ai que o Corinthians entra nesta história.

Para completar a Liga Paulista vem então o Corinthians, o time de várzea, renegado, mas melhor que os times da aristocracia - tão qual D’artagnan, e o Timão passa então a ser o quarto mosqueteiro. Para ser aceito, o Corinthians teve que demonstrar sua garra e vontade, assim como o personagem do romance francês de Alexandre Dumas.

Como havia outros times disputando a vaga, o alvinegro participou de um torneio contra o Minas Gerais e o antigo São Paulo, clubes também da várzea, assim como o Coringão. Foi com um placar de 1x0 que o Timão derrotou o Minas e, logo em seguida, massacrou o São Paulo, com 4 bolas na rede. Com isso, o Sport Club Corinthians Paulista recebeu o direito de entrar na Divisão Especial da Liga, em 1914.

Já a segunda versão é um pouco mais poética. Em fevereiro de 1929, o Corinthians fez um jogo amistoso no Parque São Jorge contra o Barracas, da Argentina. Foi a nossa primeira vitória internacional, com placar de 3x1. Naquele período o Timão estava iluminado, realizando partidas que serviram de colírio para o futebol nacional. Os argentinos também não ficavam atrás.

Esta partida marcou a história, devido à garra e vontade dos dois times em ganhar o jogo. E foi com o encantamento e o brilho nos olhos que o cronista da Gazeta Esportiva, Thomaz Mazzoni, escreveu uma matéria no dia seguinte fazendo referências magníficas sobre o Coringão. Thomaz comparou os jogadores Corinthianos com os bravos e valentes mosqueteiros, tamanha era à vontade e a coragem de vencer a
partida.

Foi a partir deste momento que o Mosqueteiro se tornou alvinegro e passou a representar a inteligência, habilidade e fibra Corinthiana!

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